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Mostra Mario Pazini de Teatro do Gueto – 28/04 até 15/05

O GRUPO CLARIÔ DE TEATRO é um coletivo de arte resistente que busca através da troca com outros coletivos, discutir a arte produzida PELA periferia, NA periferia e PARA a periferia. É um grupo marcado pela teimosia, que desde 2002 segue com o objetivo de produzir e pensar o teatro nas bordas da metrópole. Suas produções traduzem e questionam as inquietações políticas e artísticas dos coletivos que, com a precariedade de sua realidade financeira, propõe um caminho de estética criativa, própria da “quebrada”, que alavanca a abordagem sobre temas relevantes à população marginalizada do Brasil.
O ESPAÇO CLARIÔ (sede mantida pelo grupo desde 2005 na cidade de Taboão da Serra), local de formação e produção de pensamento junto à comunidade (carente de equipamentos voltados para esses fins), hoje é um polo cultural de referência na região e fora dela. Em 2014 o reconhecimento: ganha o prêmio GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO/2013 na Categoria INCLUSÃO CULTURAL em função dos programas: MOSTRA DE TEATRO DO GUETO, QUINTASOITO e a residência do SARAU DO BINHO.
 A MOSTRA DE TEATRO DO GUETO nasceu em 2009 através do projeto VIRANDO O ANO NO ESPAÇO CLARIÔ, com o objetivo de estabelecer um circuito teatral, a partir do encontro de coletivos que desenvolvessem trabalhos fora do eixo cultural. A Mostra já acolheu dezenas de coletivos teatrais de diferentes localidades paulistanas, sendo que em sua ultima edição pode receber também grupos de fora do estado (Rio de Janeiro e Recife). Dentro da programação da Mostra de Teatro do Gueto destacamos apresentações de coletivos de dança, musica, saraus e também artistas plásticos, cineastas e escritores que participaram, por vezes, das cerimônias de lançamento ou encerramento da Mostra.
Refletir sobre o tema da produção do gueto, estéticas e discursos,  compartilhar com outros artistas/pesquisadores/criadores, bem como com a comunidade, de forma pública, politiza os encontros e fortalece o movimento de cultura periférica, revelando os porquês e reafirmando a necessidade de resistência e reconhecimento de uma arte autêntica mas ainda, marginalizada.

AO MARINHO, NOSSA HOMENAGEM. 

A MOSTRA DE TEATRO DO GUETO, a partir desta edição, passa a se chamar MOSTRA MARIO PAZINI DE TEATRO DO GUETO, em homenagem ao saudoso diretor do Grupo Clariô de Teatro: MARIO PAZINI JUNIOR (1962-2014).

MARIO PAZINI JUNIOR teve toda sua biografia artística voltada para a luta pela cultura de acesso, descentralizada das grandes metrópoles e germinada através do teatro e a arte nas periferias da cidade.

Durante mais de trinta anos lutando por políticas públicas na cidade de Taboão da Serra, Pazini foi o fundador do Grupo e do Espaço Clariô de Teatro. Ator, palhaço, diretor e militante, MÁRIO PAZINI JÚNIOR sempre teve fé na força do movimento de cultura periférica. Dizia: “Se somos “massa”, nosso fermento é  bom e, um dia, a borda desta “pizza” vai crescer tanto, que deixará de ser margem e o “centro estará em toda parte””. Sob essa metáfora, foi criada a MOSTRA DE TEATRO DO GUETO, numa tentativa de “unir” os coletivos que produzem em suas quebradas, “fermentar a massa”, “engordar a borda”. Resistir e contribuir.

Nada mais justo, uma vez que o grupo Clariô se propõe a dar continuidade ao projeto idealizado pelo Marinho, homenageá-lo, intitulando a Mostra com seu nome e afirmado um legado de luta, resistência e teimosia. Além de enorme gratidão e amor.

MOSTRA MÁRIO PAZINI DE TEATRO DO GUETO – 6ª EDIÇÃO

TEATRO DE PERIFERIA – ESTÉTICA OU MOVIMENTO? 

Neste ano, a Mostra de Teatro do Gueto tentará aprofundar ainda mais o debate sobre a força política que os grupos de teatro, desempenhando suas pesquisas territoriais afirmativas na quebrada, tem. Especialmente neste momento da história do nosso país, onde a tensão política recai ainda mais nas costas da população marginalizada, em forma do regime de extermínio e “higienização social”. Duas semanas de encontros diários no ESPAÇO CLARIÔ, que contemplam apresentações de 17 coletivos artísticos que desenvolvem seus trabalhos exclusivamente na quebrada, ou trazem em sua linguagem e discurso, afinidades com o tema. Centro, Periferias, e Cidades do Interior de SP, além de um Grupo Mineiro, Shows, Sarau e uma Oficina de Crítica Teatral, vão preencher a Mostra deste ano, que ainda terá um dia dedicado ao debate-papo sobre o tema: “TEATRO DE DE PERIFERIA – ESTÉTICA OU MOVIMENTO?”

Nossa ideia é promover a troca entre coletivos que estão pensando e produzindo arte nas “quebradas”, fortalecendo – na mesma medida que tentamos compreender – esse “movimento” que vem se expandindo e ganhado formas estéticas bastante peculiares. Também, oferecer ao publico que frequenta o ESPAÇO CLARIÔ, de forma gratuita e acessível, outras produções que dialogam com a ideologia do Grupo e que lançam, a partir de seus modos de produção e escolhas estéticas, novos olhares sobre o tema. Além, é claro, de dar continuidade ao projeto que nasceu em 2009 e, a cada edição aprofunda a discussão e o debate sobre teatro e periferia.

 

 

PROGRAMAÇÃO

Inicio Da Mostra

28/04 as 20:30hs

Treme terra

Terreiro Urbano (Livre)

Treme-Terra-Mostra-Mario-Pazini

Uma criação coletiva do grupo TREME TERRA inspirada na mitologia dos orixás, composta por coreografias e músicas que dialogam com este universo e formam fotografias da diáspora africana e suas influências sobre as outras culturas existentes na grande metrópole. TERREIRO URBANO está baseado na representação simbólica de um xirê (cerimônia tradicional de saudação e exaltação a todos os orixás, sequência de danças do candomblé, que começa com Exu e finaliza com Oxalá).

Ficha técnica:
Concepção, coreografias e musicas: Criação coletiva – Treme Terra.

Elenco: Andrus Santana, Beatriz Cristina, Bira Nascimento, Cássio Martins, Daniel Pretho, Guilherme Fratini, João Nascimento, Juba Carvalho, Junior Santiago, Luciano Virrgilio, Paulinho Paes, Pedro Henrique e Terená Kanouté e Thiago Billieri
Direção geral: João Nascimento e Firmino Pitanga
Direção musical: João Nascimento
Direção coreográfica: Firmino Pitanga
Cenário: Júlio Dojcsar
Figurino: Silvana Marcondes
Iluminação: André Rodrigues
Produção executiva: Fernanda Rodrigues
Produção operacional: Alexandre Alves

 

29/04 as 20:30hs

Teatro Terreiro Encantado

A Casa das Mulheres da Lua (livre)

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A Casa das Mulheres da Lua é inspirado na montagem dos dramas das brincadeiras nordestinas, vestido no movimento da arte do povo e nas cores da folia do reisado cearense. O personagem central, Genésio Lauriano, é um contador de seu próprio drama, que canta de porta em porta as cantigas dos Santos Reis, pedindo esmolas características das noites de reisado. Durante o espetáculo, novos personagens femininos e distintos emergem em cena, todos eles bonecos, manipulados pelo mesmo Genésio Lauriano.

Ficha técnica:

Texto: Alan Mendonça
Direção: Raphael Garcia
Ator: Cledson Catarina
Musico: André Bueno
Consultoria cênica: Deco Moraes e Raphael Garcia

 

30/04 as 20:30hs

Cia. Humbalada

Antígona (adulto)

Humbalada-Mostra-Mario-Pazini

A Cia. Humbalada conta a história de Antígona, numa pesquisa que traça paralelos com a realidade do Grajaú. Ela vai enterrar o irmão, ser julgada por Creonte e morta perante a todos. Quando um dos lados tem a boca calada, quem gritará por nós?

 

01/05 – ATENÇÃO PROGRAMAÇÃO DUPLA

Às 16:00hs

Humanidhas Trupe

Elas (Infantil)

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O espetáculo “Elas” é realizado através da linguagem ingênua de duas palhaças com cenas que vão sendo pontuadas por uma trilha sonora que encaminha e dialoga com a história. As ações que acontecem do inicio até o fim revelam um jogo cênico que expressa à natureza humana com seus vínculos e conflitos, aqui caracterizados pela vida de duas mulheres. Que contam historias particulares, porém que revelam conteúdos comuns entre elas. Entre seus encontros e desencontros a idéia de fundo que sempre prevalece são o forte laço de amizade e companheirismo.

Ficha técnica:

Direção, dramaturgia e sonoplastia: Guarahna Ramos
Elenco: Anna Paula Oliveira e Jussara Freitas
Figurino e cenografia: Humanidhas Trupe

 

Às 20:00hs

Núcleo 2 Clariô

Homens de Papel (Livre)

Homens-de-Papel-Mostra-Mario-Pazini

Um grupo de catadores de papel, explorado por um intermediário a quem é obrigado a vender o produto de seu trabalho, começa a pensar numa revolta contra ele, que rouba no peso e no preço para depois revendê-lo a uma fábrica. Uma fatia da sociedade capitalista que mantém na sua base pequenos exploradores e multidões de explorados numa cruel e desumana luta pela sobrevivência.

Ficha técnica:

Elenco:Alexandre Souza, Bibi Castilho, Celso Cardoso, Emily Pazini, Gabriela Adams, Guilherme Almeida, Marcio Vasconcelos, Tainá Pazini e Taynara Pazini.
Cenário e figurino: Núcleo 2
Iluminação: Will Damas
Trilha sonora: Marcio Vasconcelos
Operação de luz e som: Marcio Marchetti
Fotos e vídeos: Wilson Cortez Ribeiro
Direção: Will Damas

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02/05 as 20:30hs

Coletivo Amana

AMANA, Historias que Contam Mulheres (Livre)

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O espetáculo AMANA, histórias que contam mulheres, do Coletivo AMANA, traz em sua raiz de estudo a terra fértil do Universo Feminino. AMANA é um círculo de atrizes que adentraram em suas próprias experiências de vida, reconhecendo-se nas histórias arquetípicas femininas. No espetáculo as atrizes revisitam terras antigas, entoam canções de origem, celebram ritos de passagem, resgatam suas forças mantenedoras e renascem em suas experiências, revelando suas vozes, músicas e danças.

Ficha técnica:

Concepção: Viviane Palandi
Direção: Coletivo AMANA
Elenco (atrizes criadoras) Aila Rodrigues, Laura Fajngold e Viviane Palandi
Dramaturgia: Coletivo AMANA
Direção musical: Aila Rodrigues
Figurino: Éder Lopes, Márcio Maracajá
Iluminação: Juliana Bazanelli
Design gráfico: Aila Rodrigues
Fotos: Juliane Rolemberg, Marilia Lino
Produção: Coletivo AMANA

 

03/05 às 20:30hs

Cia de Teatro Encena

A Escada (Livre)

A Escada-Mostra-Mario-Pazini

Falido e decadente, o casal Antenor e Melica vive de favor, em sistema de rodízio, nas casas dos quatro filhos.  Mas, diante da iminente senilidade dos velhos, chega o momento em que os filhos terão que enfrentar um difícil dilema: Internar ou não os pais num asilo.

Ficha Técnica

Texto: Jorge Andrade
Direção: Orias Elias
Co-direção: Walter Lins
Elenco: Claudio Bovo, Babi Soares, Debora Muniz, Diogenes Peixoto, Jacintho Camarotto, Maira Galvão, Orias Elias, Paloma Oliveira, Sabina Di Colluccy, Sylvia Malena, Vera Barretto, Walter Lins e Zulhie Vieira.
Iluminação: Vagner Pereira
Musica original: Gustavo Barcamor
Cenário: Orias Elias e Jones Cortez
Figurinos e maquilagem: Walter Lins
Duração: 95 minutos
Classificação: 10 anos
Produção: Cia de Teatro Encena
Apoio Institucional: PROAC – Programa de Ação Cultural da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo – Edital 2015 – Montagem

 

04/05 às 20:30hs

Coletivo Negro

Revolver (Livre)

Coletivo Negro-Mostra Mario Pazini

À volta da última árvore que restou no mundo, um Baobá, dois andejos, Kizúa e Izô se encontram. Esquecidos nos estirões do tempo futuro, eles re-inventam e re-voltam às memórias d’ um passado.

Ficha técnica:

Atores-criadores: Flávio Rodrigues e Raphael Garcia
Direção: Aysha Nascimento
Dramaturgia em processo colaborativo com Coletivo Negro: Rudinei Borges
Direção Musical: Rubi
Coordenação Musical: Fernando Alabê
Musicista: Dani Nega
Treinamentos de máscara, danças populares, figurino e adereços: Cleydson Catarina
Cenário: Júlio Dojcsar
Colaborador de registro: Jhow Carvalho
Workshops de cultura popular: Renato Ihu, Paulo Dias e André Bueno
Parceria: Associação Cultural Cachuera
Debatedores: Allan da Rosa e Paulo Dias
Imagens: Patricia Miranda e André Murrer

 

05/05 – ATENÇÃO PROGRAMAÇÃO DUPLA

Das 13h às 16h
Oficina de iniciação à crítica de teatro
Interessados, por gentileza, enviem um email com nome, idade e contatos para : espacoclario.producao@yahoo.com.br
Critica-Militante-Walmir-Santos-Mostra Mario Pazini

Conteúdo

Partilhar ferramentas para análise dos principais elementos constitutivos da cena teatral. Traçar panorama histórico da crítica no jornalismo brasileiro. Discutir procedimentos técnicos, estilísticos e éticos do ofício. Diagnosticar perspectivas para a prática no presente.

Primeiro dia, 5/5, quinta, das 13h às 16h

– As transformações do exercício da crítica no Brasil: das incursões de Machado de Assis, José de Alencar e outros romancistas, no final do século 19, à consolidação enquanto gênero jornalístico; a crítica de militância na fase de modernização dos modos de produzir e criar entre as décadas de 1940 e 1960; a mão dupla com os departamentos universitários; o quanto dessa tradição ainda modula o fazer crítico.

Valmir Santos
Jornalista e crítico com mestrado em artes cênicas pela USP. Idealizador do site Teatrojornal – Leituras de Cena (2010). Repórter de teatro desde 1992, escreveu para as publicações Folha de S.Paulo, Valor EconômicoO Diário de MogiBravo!Cavalo Louco e A(l)berto. Cobriu festivais no Brasil e no exterior. Autor dos livros Teatro Faap: a história em cena (2010), Aos que virão depois de nós – Kassandra in process: o desassombro da utopia (2005) e Riso em cena – os dez anos de estrada dos Parlapatões (2002) . Fez curadoria ou consultoria para mostras/festivais em Recife, João Pessoa, Belo Horizonte e São Paulo. Integrou júris do Prêmio Shell de Teatro, Prêmio Governador do Estado e Associação Paulista de Críticos de Arte, APCA. É membro da Associação Internacional de Críticos de Teatro, AICT-IACT (www.aict-iatc.org), filiada à Unesco.

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Às 16:00hs

Desabafo Coletivo

Contos do Sagrado Feminino para Crianças – Pele de Foca (Infantil)

Desabafo Coletivo-Mostra Mario Pazini

Extraído do livro “Mulheres que Correm com os Lobos” a história fala sobre ciclos naturais, e sobre a importância de os reconhecermos. Certa noite, um solitário caçador descobre um grupo de focas que tiravam suas peles e dançavam à luz do luar, transformadas em lindas mulheres. Fascinado, esconde uma das peles. A dona da pele roubada acaba convencida pelo caçador a abandonar sua vida de foca, casar-se com ele e permanecer em sua forma humana por sete anos, ao final dos quais teria sua pele devolvida e poderia voltar ao mar.

 

Ficha Técnica:

Desabafo Coletivo: Vanessa Carvalho e Estela Carvalho

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06/05 – ATENÇÃO PROGRAMAÇÃO DUPLA

Das 13h às 16h
Oficina de iniciação à crítica de teatro
Critica-Militante-Walmir-Santos-Mostra Mario Pazini

Conteúdo

Partilhar ferramentas para análise dos principais elementos constitutivos da cena teatral. Traçar panorama histórico da crítica no jornalismo brasileiro. Discutir procedimentos técnicos, estilísticos e éticos do ofício. Diagnosticar perspectivas para a prática no presente.

Segundo dia, 6/5, sexta, das 13h às 16h:

– O desafio de circunscrever o pensamento em palavras; narrar, argumentar, fundamentar; da inteligibilidade, da coerência e da pertinácia do texto; ideologia e gosto pessoal; ir além da obra nas análises dos espetáculos; pisar os campos da filosofia, da psicanálise, da sociologia, da política e demais áreas correlatas; a distinção entre arte e cultura; a crítica é uma máscara?; a capacidade de observar a si mesmo enquanto observa e lê o espetáculo; gerir os vícios da escrita e do olhar.

Às 16:00hs

Grupo Bartolomeu de Depoimentos

123 – Quando Acaba, Começa Tudo Outra Vez (Infantil)

Nucleo-bartolomeu-de-Depoimentos-Mostra Mario Pazni

Num diálogo misto entre sonho e realidade e interagindo com as suas próprias roupas, Joana adentra uma viagem em busca de seu avô e de sua própria relação com a perda e os ritos de passagem.

Ficha técnica:

Realização: Núcleo Bartolomeu de Depoimentos
Direção e Dramaturgia: Claudia Schapira
Atores: Ana Antunes, Carolina Nagayoshi, Felipe Gomes, Luiza Romão, Nilceia Vicente, Rafael Faustino, Thiago Freitas e Túlio Crepaldi
Atriz convidada para Tradução em libras: Amanda Lioli
Música: Ana Antunes, Carolina Nagayoshi, Felipe Gomes, Luiza Romão, Nilceia Vicente, Rafael Faustino, Thiago Freitas e Túlio Crepaldi
Letras: Claudia Schapira
Trilha: Eugênio Lima, Carolina Nagayoshi, Felipe Gomes, Luiza Romão, Nilceia Vicente, Rafael Faustino, Thiago Freitas e Túlio Crepaldi
Direção Musical: Eugênio Lima
Coreografia: Luaa Gabanini
Direção de Arte, Cenário e Vídeo:
Bianca Turner
Figurino: Claudia Schapira e Teca Pasqua
Assistência de Direção: Mage Portolano
Assistência de Cenografia : Manuela Libman
Animação: Manuela Libman, Gabriel Roemer e Bianca Turner
Luz: Wagner Antônio
Operação de Luz: Vânia Jaconis
Operação de Som: Doutor Aeiuton
Operação de Vídeo: Bianca Turner
Comunicação: Maitê Freitas
Arte Gráfica: Sato do Brasil e Murilo Thaveira – casadalapa
Produção: Juliana Osmondes
Administração: Mariza Dantas

 

07/05 – ATENÇÃO PROGRAMAÇÃO DUPLA

Das 13h às 16h
Oficina de iniciação à crítica de teatro
Critica-Militante-Walmir-Santos-Mostra Mario Pazini

Conteúdo

Partilhar ferramentas para análise dos principais elementos constitutivos da cena teatral. Traçar panorama histórico da crítica no jornalismo brasileiro. Discutir procedimentos técnicos, estilísticos e éticos do ofício. Diagnosticar perspectivas para a prática no presente.

Terceiro dia, 7/5, sábado, das 13h às 16h

– A dramaturgia expandida (corpo, espaço, texto) e a não-representação são algumas das estratégias criativas contemporâneas a contracenar com as tradições do drama; os continentes formais e conceituais; prospectar teorias para decodificar as adjacências poéticas da cena; a emoção de lidar com distanciamento. Os diferentes suportes e suas especificidades editoriais/estruturais: o jornal, a revista, o livro de ensaio, o blog, o site, a revista eletrônica…; tamanho e documento: a vida em centímetros e o vasto espaço da web; como a profusão de opiniões nas redes sociais acende debate sobre o papel do crítico tradicional; a desqualificação do outro na triangulação artista-crítico-espectador; a geração de novos criadores implica a geração de novos críticos?
Às 20:30hs

Cia Os Crespos

Cartas à Madame Satã ou me Desespero Sem Notícias Suas (Adulto)

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Em seu quarto, um homem negro se corresponde com a figura mítica de Madame Satã. Fragmentos de histórias revelam, através das cartas, trajetórias e casos de amor, numa cidade-país carregada de doenças, que mantém sob cárcere privado um jovem apaixonado.

A personagem, em tom confessional, mescla a força do gesto com a delicadeza no discurso, buscando a cumplicidade do espectador para tornar público uma afetividade cercada de tabus.

Ficha técnica

Direção – Lucelia Sergio
Ator Criador – Sidney Santiago Kuanza
Texto – José Fernando de Azevedo
Dramaturgia – José Fernando de Azevedo e Os Crespos
Atores Colaboradores – Vitor Bassi, Luís Navarro e Sírius Amen
Diretor de Arte – Antônio Vanfill
Iluminador – Will Damas
Diretora Musical – Dani Nega
Diretora de Vídeo – Renata Martins
Preparadora Corporal – Janette Santiago
Preparador Vocal – Frederico Santiago
Assistente de Direção – Daniel Aureliano
Colaborador de direção no Processo Criativo – Eugênio Lima
Orientador Teórico – Matheus Gato
Colaborador Teórico – Alex Ratts
Técnico e operador de luz e Vídeo: Edu Luz
Operadora de Som – Dani Nega
Contrarregra – Rogério Aparecido
Produção – Os Crespos

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08/05 – ATENÇÃO PROGRAMAÇÃO DUPLA

Das 13h às 16h
Oficina de iniciação à crítica de teatro
Critica-Militante-Walmir-Santos-Mostra Mario Pazini

Conteúdo

Partilhar ferramentas para análise dos principais elementos constitutivos da cena teatral. Traçar panorama histórico da crítica no jornalismo brasileiro. Discutir procedimentos técnicos, estilísticos e éticos do ofício. Diagnosticar perspectivas para a prática no presente.

Quarto dia, 8/5, domingo, das 13h às 16h:

– O elogio à autocrítica; a cultura da crítica que transcende a si mesma, a seus pares e aos artistas, para ir de encontro ao cidadão, à cidade; a depressão do sistema jornalístico e as possibilidades de reinventar o fazer crítico em bases alternativas e independentes.

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Às 16:00hs (infantil)

Bando Trapos

Foi o Que Ficou do Bagaço (Livre)

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Três palhaços andarilhos encontram um circo abandonado. Cada um, a seu tempo e sua maneira descobrem este universo, ocupam este espaço e se apropriam das ferramentas que ele oferece. Porém, isto acontece da maneira mais picareta possível: um dos palhaços já se intitula dono do circo! A todo momento, um tenta puxar o tapete do outro, e, mesmo com esses conflitos, o circo se põe em andamento.

Ficha técnica:

Elenco: Deco Moraes, Joka Andrede, Daniel Trevo
Apoio técnico: João Luiz do Couto
Produção executiva: Dessa Souza
Direção/Dramaturgia: Bando Trapos
Figurinos e adereços: Bando Trapos

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09/05 às 20:30hs

Sarau do Binho com a participação do espetáculo “Literatura Ostentação”

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O Sarau do Binho é um encontro de pessoas ligadas a várias linguagens culturais, poetas, artistas plásticos, músicos, cineastas, fotógrafos, atores e outros, promovem a articulação e o intercâmbio de informações relacionadas às várias manifestações culturais da região de Campo Limpo. O Sarau do Binho é uma referência dos artistas locais e de outros espaços culturais da cidade.

“Literatura Ostentação”

literatura. essa é nossa ostentação. num mundo cheio de jaulas, podemos voar e cantar livres como passarinhos. sem atravancar o caminho de ninguém. esse é o espírito. das canetas que voam livres ou passam rente à grama entra os meiões opositores. numa noite tão bela é disso que tratam os autos. compadecidos de tantas histórias de liberdade. isso encharca nossas veias, pulsa, isso é poesia. liberdade. como hereditariedade. a maleducação como herança. que a literatura siga mostrando rumos tortos. como essa noite. como o vento. e o que vier é luta. luto. ou lucro. e lucro é ostentação. e é com nós mesmo.

Ficha Técnica:

Idealização do Projeto: Daniel Minchoni, Luiza Romão, Renan Inquérito e Rodrigo Ciríaco
Poetas-Performer: Daniel Minchoni, Luiza Romão e Renan Inquérito
Realização, Dramaturgia e concepção visual: O grupo
Figurinos: Cláudia Schapira
Fotografia: Márcio Salata

 

10/05 as 20:30hs

Cia. Basalto

Divina (Livre)

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O espetáculo Divina, mergulha no universo cotidiano da periferia. E através das personagens Marias (Das Dores, Divina e Gira) recria as dores e amores das famílias negras. O espetáculo traz reflexões sobre violência doméstica, afro-religiosidade e sobre a expectativa de vida do jovem negro.

Ficha técnica:

Elenco: Adriana Miranda, Dani Firmino, Jean Santana, Larissa Cristina, Leninha Silva, Renato Almeida e Ton Moura
Produção: Viviane Maísa

11/05 as 20:00hs

 

DEBATE

Tema: Teatro de Periferia, estética ou movimento?

CONVIDADOS

Valmir Santos

Jornalista e crítico com mestrado em artes cênicas pela USP. Idealizador do site Teatrojornal – Leituras de Cena (2010). Repórter de teatro desde 1992, escreveu para as publicações Folha de S.Paulo,Valor EconômicoO Diário de MogiBravo!Cavalo Louco e A(l)berto. Cobriu festivais no Brasil e no exterior. Autor dos livros Teatro Faap: a história em cena (2010), Aos que virão depois de nós – Kassandra in process: o desassombro da utopia (2005) e Riso em cena – os dez anos de estrada dos Parlapatões (2002) . Fez curadoria ou consultoria para mostras/festivais em Recife, João Pessoa, Belo Horizonte e São Paulo. Integrou júris do Prêmio Shell de Teatro, Prêmio Governador do Estado e Associação Paulista de Críticos de Arte, APCA. É membro da Associação Internacional de Críticos de Teatro, AICT-IACT (www.aict-iatc.org), filiada à Unesco.

Bruno Cesar – (CIA. Humbalada)

Bruno César Lopes é ator, formado em Artes Cênicas e Mestrando na UNESP com a pesquisa “Em busca de táticas pedagógicas transviadas”. Fundador e integrante da Cia. Humbalada de Teatro que atua na região de Grajaú há 11 anos. Na sede do grupo, o Galpão Cultural Humbalada, realiza oficinas, treinamentos, debates e ações culturais. É criador e organizador do projeto Periferia Trans que pesquisa a relação entre sexualidade, arte e periferia.

Catarina – (Teatro Terreiro Encantado)

Cleydson Catarina Brincante de Boi de Reis e Drama de Quintal. Vivenciando a Cultura Popular cearense desde 1992. FORMAÇÃO: Princípios Básicos de Teatro (Instituto Dragão do mar – Ceará – 2001);. ATUALMENTE: Fundador do grupo de teatro Burrinha da Saudade, onde atua como diretor, figurinista, cantor e bonequeiro. Presta serviços de consultoria de teatro para diversos grupos Brasil e coordena o projeto de pesquisa O Boneco e o Brincante

Rafhael Garcia (Coletivo Negro)

Cofundador do Coletivo Negro de Teatro estudou na Escola de Arte Dramática da USP. Desenvolve pesquisa sobre a atuação negra no teatro brasileiro, tendo participado de diversas montagens. Atualmente integra o elenco dos espetáculos “Movimento número 1: O silêncio de depois…”; “Revolver” e “Luz Negra”, além de assinar a direção das peças {Entre} e “Corpo Notícia – Relatos sobre o Amor e a Violência.

Debora Marçal (Capulanas Cia de Arte Negra)

Débora Marçal é Sócia Fundadora Interprete pesquisadora da Capulanas Cia de Arte Negra e Proprietária e Designer da empresa Preta Rainha, cursou Comunicação das Artes do Corpo na PUC-SP e é graduada em Licenciatura em Dança pela Faculdade Paulista de Artes, é figurinista e arte educadora do Instituto Umoja de Dramaturgia e Pesquisa Afro-brasileira.

MEDIAÇÃO

Naruna Costa – Atriz, Diretora e Musicista (Grupo Clario de Teatro)

 

12/05 as 16:00hs

Coletivo Quizumba

Quizumba! (Infantil)

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Em Quizumba! duas histórias se entrelaçam: a do menino Pastinha e do menino Francisco. Pastinha é um menino baiano do começo do século XX que vê sua passagem por uma determinada rua impedida por outro rapaz, que sempre acaba batendo nele. Um dia, vendo a cena por uma janela, o velho mestre Benedito convida o menino a aprender um jeito de se defender. Durante o aprendizado, ensinando-o a equilibrar covardia e valentia, mestre Benedito conta a história de Francisco, o Zumbi dos Palmares.

Ficha técnica:

Encenação: Camila Andrade
Dramaturgia: Tadeu Renato
Elenco: Bel Borges, Jefferson Matias, Kenan Bernardes, Thais Dias, Valéria Rocha
Concepção Musical: Jonathan Silva
Preparadora Musical: Bel Borges
Preparação Corporal: Centro de Capoeira Angola Angoleiro Sim Sinhô – Ednaldo Chocolate e Jordana Dolores
Concepção Visual: Nina Vieira
Figurinos: Tayrone Porto e Coletivo Quizumba
Iluminação: Camila Andrade

 

13/05 as 20:30hs

Trupe Arte de Belo Horizonte

De Zero a Ene (livre)

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“De Zero a Ene” é uma peça de absurdo com cinco fragmentos em que Zero e Ene são dois pontos que se perderam no caminho de uma perseguição. Será que conseguirão ser descobertos? Quem poderá capturá-los?Como se tornar visível aos outros? Essas e outras questões existencialistas são abordadas ao longo do caminho das personagens em busca da liberdade.

Ficha técnica:

Texto: Timochencko Wehbi
Elenco: Ronaldo Alves e Germán Milich
Direção: Luci Balotin
Trilha Sonora: DJ Black Josie
Iluminação: Felipe Cosse e Juliano Coelho
Workshop de capoeira: Maíra Cesarino
Ceno – técnico: Nilson santos

 

14/05 as 20:30hs

Capulanas Cia de Arte Negra

Sangomas (livre)

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O espetáculo discute temas relacionados à saúde das mulheres negras. Seis mulheres Sangomas habitam uma casa sagrada com laços ancestrais. Mulheres que romperam o silêncio compartilham suas histórias de vida e seus caminhos para chegar à cura.

Ficha Técnica:

Elenco: Adriana Paixão, Carol Ewaci Rocha, Débora Marçal, Flávia Rosa, Priscila Obaci e Rose de Oyá
Direção: Kleber Lourenço
Direção Musical: Naruna Costa
Texto: Cidinha da Silva e Capulanas
Dramaturgia: Capulanas e Kleber Lourenço
Designer de Luz: Clébio Ferreira
Cenografia e Direção de Artes: Rodrigo Bueno
Figurino: Shirley Rosa
Produção: Euller Alves
Assistente de Produção: Renan Jordan

 

15/05 as 20:00hs

Runsó

Caboclos e Encantaria (Livre)

Runso-Mostra-Mario-Pazini

Runsó é um grupo de pesquisa artísticas que direciona seus estudos às diversas manifestações da cultura oriunda do continente africano. Sabendo-se da complexidade e das infinitas possibilidades desse mergulho, criamos um diálogo óbvio para nós mesmos: a cultura brasileira, o índio, o negro e o branco, como uma pequena ilha rodeada de água e com muitos mistérios à sua volta. Em 2016, muita coisa mudou, e a tarefa agora é ampliar o registro sonoro para além do enquadro fonográfico, para além da ilha. Des-cobrir as nuances onde as “minorias” aparecem em nosso cotidiano – entres aspas para revelar a hipocrisia, porque já sabemos e temos consciência da herança de nossos ancestrais indígenas e africanos, adiantando um perdão pelo reducionismo destas denominações, pois tratam-se de povos de diversas etnias, com costumes, crenças e idiomas próprios que se espalham em dois vastos continentes –, nuances que não são somente a já tão grande contribuição à Arte, mas revela-se em nosso alimento, vestuário, caminhar, falar, amar, sentir. Sinta-se à vontade. Somos parte de um todo, é tudo nosso!

Ficha técnica:

Canto: Nla Madê Muana
Violão: Di Ganzá
Percussões: Adonai Agni, Hércules Laino e Daniel Laino