Urubu Come Carniça e Voa


S I N O P S E

Escritos crônicos e retratos da vida de um poeta pernambucano, negro, oriundo de MURIBECA, bairro periférico, que leva o mesmo nome do lixão em torno do qual o conjunto habitacional onde mora foi construído.
João Flávio Cordeiro, o MIRÓ DE MURIBECA, faz da poesia a maneira mais concreta de responder a violência sofrida e observada por ele cotidianamente.

Um artista intenso, crônico por natureza que, além dos escritos, traz no corpo e na palavra dita, uma visceralidade peculiar, que propõe novos olhares para um lugar onde “um sujeito pode bater no outro, só porque ele deu um riso!”, mas que, recheado de seu “alegrismo poético”, é capaz de colorir a tragédia e alçar vôos de celebração à vida.

Uma ponte, uma travessia até Miró, é o que o novo espetáculo do grupo Clariô propõe. Atravessando a palavra do poeta de corpo e órgãos, descobrindo musicalidades e gestos que traduzam/dialoguem seus ditos tão urbanos e sertanejos.
“URUBÚ COME CARNIÇA E VÔA!” é o que nos clariô neste instante como chuva fina ao sol.

F I C H A   T É C N I C A

Escritos crônicos: Miró de Muribeca
Direção: Mário Pazini
Atores/criadores: Alexandre Souza, Diego Avelino, Martinha Soares, Naloana Lima, Naruna Costa e Washington Gabriel
Dramaturgia: Grupo Clariô de Teatro
Assessoria dramatúrgica: Will Damas
Cenário: Alexandre Souza (João) e Mário Pazini
Figurinos e adereços: Martinha Soares e Naruna Costa
Iluminação: Will Damas
Fotos: Sheila Signario

T R I L H A   D A   P E Ç A

Composição: Giovanni Di ganzá e Naruna Costa
Interpretação: Violibeca: Giovanni Di Ganzá, Voloncello: Klaus Wernet, Viola Caipira: Agnaldo Nicoletti, Saxofone: Pablo Quiñones